Surge uma nova luz no fim do túnel que pode esperanças de retomar os empregos nos estaleiros de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Caso o Estado consiga adequar a legislação estadual ao Repetro, programa que prevê isenção de impostos para importação de equipamentos para relacionados à exploração e produção de petróleo, o EBR – Estaleiros do Brasil – acredita que possa criar de 1,5 mil a 2 mil postos de trabalho. A empresa pediu ajuda ao governo do Estado para solicitar velocidade nas alterações necessárias à aplicação das regras aprovadas no país em 2017.
Carlos Rodrigues, diretor financeiro da empresa acredita que um contrato ainda a ser fechado com uma empresa japonesa Modec, que já tem contratos com a Petrobrás para construção de plataformas. Nesse acordo, o EBR forneceria módulos para as plataformas, o que representaria um alento para o polo naval da cidade de Rio Grande. A Secretaria da Fazenda já elaborou a minuta do projeto a ser encaminhado para a Assembleia Legislativa do Estado. No caso do Repetro não ser aprovado, Nesse caso, seria mais difícil justificar uma contratação. O deputado estadual Fabio Branco, que intermediou o encontro da EBR com o governador José Ivo Sartori, afirma que não há incentivo fiscal. Ao contrário, antes não havia recolhimento de ICMS, e com o Repetro, seria aplicada alíquota de 3%. A renúncia fiscal cabe ao governo federal. O EBR foi responsável pela construção da P-74, quinta plataforma a ser produzida em solo gaúcho. O navio-plataforma deixou São José do Norte em fevereiro desse ano, rumo ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos.