Os números oficiais serão divulgados no dia 29 de julho, mas já se pode adiantar alguma coisa sobre o real crescimento da produção de petróleo da Galp Energia desacelerou no segundo trimestre deste ano. A produção de petróleo subiu 3% no segundo trimestre deste ano, mas ficou abaixo do crescimento de 8% registado no trimestre anterior. Ao contrário da área de produção e exploração, o refino e distribuição registraram quedas. De acordo com os dados operacionais preliminares, a produção bruta de matéria-prima, sobretudo petróleo, que inclui todos os custos decorrentes das operações no segundo trimestre, face ao mesmo período do ano passado, fixou-se em 111,7 mil barris produzidos por dia, 3 % a mais do que o mesmo período do ano passado. A produção em Angola mais do que duplicou: 12,1 mil barris, mas aqui no Brasil houve uma queda de 4%: para 97,6 mil barris por dia.
Ao contrário da área de exploração e produção, o refino e a distribuição voltaram a registar quedas no segundo trimestre deste ano. Num período em que o preço do Brent caiu 7%, em termos comparativos com o ano passado, a margem do refino da empresa caiu 50%, de 6 para 3 dólares, enquanto as matérias-primas processadas diminuíram 10% em relação ao segundo trimestre de 2018. As vendas de produtos refinados desceram 4% e as vendas aos clientes diretos cresceram 8%. No setor de gás natural e energia, as vendas totais de gás natural mantiveram-se praticamente inalteradas, enquanto as vendas a clientes diretos cresceram 6%. Já as vendas no mercado internacional deslizaram 10% face ao segundo trimestre de 2018 e 16% em relação aos primeiros três meses do ano. Os resultados da Galp Energia do segundo trimestre deste ano serão revelados no próximo dia 29 de julho, antes da abertura do mercado.