O Xadrez da relação Estados Unidos com o Irã, teve um importante movimento no tabuleiro: O governo do presidente americano, Joe Biden, suspendeu hoje (10) as sanções econômicas a mais de uma dezena de ex-funcionários iranianos e de empresas de energia ligadas ao Irã, em meio as negociações nucleares paralisadas entre os dois países. Autoridades americanas disseram que a medida sinaliza o compromisso do governo norte-americano para distender as relações entre os dois países e facilitar uma campanha de cooperação mais ampla se Teerã mudar seu comportamento.
Até agora, com apoio de seu parlamento, o governo iraniano estava intransigente na questão nuclear. Desde a saída dos Estados Unidos, na Era Trump, do acordo entre os Alemanha, França, Inglaterra, que controlavam de perto o programa nuclear iraniano, que a boa relação do grupo foi por água abaixo. Os americanos aplicaram duras sanções econômicas contra o Irã, empresas fornecedoras do país persa e autoridades do governo que moravam no exterior. Com isso, os iranianos passaram a enriquecer o urânio a 60%, para uso militar. Depois de algumas gestões da Rafael Grossi, Diretor Geral da Agência Internacional de Energia Atômica, o Irã decidiu prorrogar apenas ate o dia 24 deste mês, as inspeções in loco em suas instalações nucleares, caso as sanções americanas não fossem suspensas.
Os iranianos que tiveram o relaxamento de suas contas bancárias, estavam envolvidos em atividades da National Iranian Oil e várias empresas de transporte e comercialização de produtos petroquímicos. No entanto, Washington também impôs novas sanções contra um grupo de pessoas e empresas que autoridades alegaram estar ajudando a financiar a unidade militar iraniana Guarda Revolucionária Islâmica, e os terroristas Houthi, no Iêmen. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse que “Essas ações demonstram nosso compromisso em suspender as sanções no caso de uma mudança no comportamento das pessoas sancionadas