Entre os meios de transporte, as ferrovias são as mais apropriadas ao transporte de cargas por longas distâncias. No entanto, quando o assunto é investimento, o transporte sobre trilhos tem sido historicamente marginalizado. A falta de recursos e incentivos ao setor ferroviário sobrecarrega as rodovias e encarece o produto final. A partir do ano que vem, espera-se que o país dê mais um passo efetivo para incentivar as ferrovias.
Dentro um pacote de R$ 133 bi para rodovias e ferrovias, há cerca de três meses o governo federal lançou um plano para favorecer o transporte de cargas, mediante regras mais duras e investimentos privados de R$ 91 bilhões, dedicados à renovação e construção de 10 mil km em trilhos, em 25 anos. Segundo a estratégia, primeiramente uma empresa privada vai construir a infraestrutura, depois o governo vai comprar a ferrovia e, em seguida, vai revender a capacidade para os operadores.
Agora, a Empresa de Planejamento Logístico (EPL), empresa vinculada ao Ministério do Transporte está elaborando os estudos para as licitações, previstas para2013. Aempresa é vinculada ao Ministério do Transporte. Em outubro, o presidente da companhia, Bernardo Figueiredo, criticou o setor de logística do país, dizendo que este sofre um déficit acumulado desde a década de 70.