Oito novos reatores nucleares serão construídos pela Rússia no Irã. Além disso, as unidades também serão financiadas pela Rússia, que receberá ainda os rejeitos nucleares para fazer o reprocessamento e o armazenamento. A notícia vem logo após o Japão aprovar a retomada de operação de usinas nucleares, num momento em que o mundo começa a reinserir a fonte de maneira mais ostensiva nos planos de expansão energética. O Brasil é um dos países que poderia avançar bastante neste quesito, já que tem grandes reservas de urânio e domina todo o ciclo tecnológico da geração nuclear, mas até agora o governo continua atrasando a inclusão de novas unidades no planejamento energético do país.
Ambos os países passam por um momento de duras sanções econômicas estipuladas pelo Ocidente. O nome de 25 companhias e indivíduos ligados ao programa nuclear do Irã foram incluídos na lista de sancionados.
O Irã insiste que a energia nuclear no país tem fins pacíficos, mas a suspeita do Ocidente é que Teerã trabalha no desenvolvimento de uma bomba atômica. Há tempos um acordo com o Teerã sobre seu programa nuclear é discutido, e a data limite estipulada pelo grupo 5+1, formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, França, China, Grã-Bretanha e Rússia) mais a Alemanha, é o dia 24 de novembro.
Em novembro de 2013, os países firmaram um pacto no qual Teerã suspendeu parte de suas atividades atômicas em troca da retirada parcial das sanções internacionais. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou, em março, que o Irã está cumprindo os termos do acordo.