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AUDIÊNCIA PARA DISCUTIR SITUAÇÃO DOS TRABALHADORES NA ALUMINI TERMINA SEM ACORDO NO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO

Unidade de Hidrocraqueamento Catalítico, construída pela Alumini no ComperjA audiência realizada na terça á noite (27) no Ministério Público do Trabalho, em Niterói, para discutir o caso da Alumini Engenharia terminou sem acordo entre as partes envolvidas. A empresa que estava instalada no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) abandonou as obras e deixou 2,5 mil funcionários sem o salário de dezembro, vale alimentação, plano de saúde e benefícios sociais. Outros 469 empregados foram demitidos entre novembro e dezembro do ano passado e ainda não receberam a verba recisória acordada à época.

Participaram da reunião o presidente do Sintramon, Paulo Cesar Quintanilha, o presidente do Sinticom, Manoel Vaz, e representantes da Alumini Engenharia, e da Petrobrás. Wagner Menezes de Magalhães, representante da estatal no encontro, afirmou que o contrato com a Alumini foi rescindido no último sábado (24).

Após a audiência, o promotor Maurício Magalhães recebeu os trabalhadores para uma conversa, onde afirmou que é possível constatar “flagrante violação do direito do trabalho”. Quanto à decisão da Justiça que impede os trabalhadores de ocupar as pistas que dão acesso ao Comperj, Magalhães afirmou que “a justiça não está sendo feita”. Hoje (28), os trabalhadores voltaram a ocupar o Trevo da Reta, em Itaboraí, desde as 5h.

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