Em assembléia realizada na manhã de hoje (04), os trabalhadores das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) decidiram decretar estado de greve até a próxima segunda-feira, data marcada para uma nova assembléia. A categoria rejeitou a proposta de aumento de 6% para os funcionários com vencimentos de até R$ 5 mil, nenhuma mudança para os que recebem acima disto, e aumento do vale alimentação de R$ 410 para R$ 440.
“A categoria estava determinada a fazer a paralisação a partir de hoje, tanto é que pedimos que começasse na segunda-feira, mas ela deu um não. A aprovação foi unânime. Em virtude de tudo que já vinha acontecendo, achei que o pessoal esperou demais. Ano passado, no quinto dia útil de fevereiro, nós já estávamos em greve”, declarou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Manutenção e Montagem Industrial de Itaboraí (Sintramon).
O presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), Cláudio da Silva Gomes, também esteve na assembléia. A reivindicação maior é pelo reajuste salarial com base na inflação dos últimos 12 meses medida pelo INPC e ganho real.