Após um início de trabalhos com muitas discussões, os parlamentares da CPI da Petrobrás foram unânimes quanto ao nome do primeiro convocado para a fase de depoimentos. Será o ex-gerente da companhia, Pedro Barusco (foto), que admitiu ter recebido propina no esquema de corrupção e se dispôs a devolver quase US$ 100 milhões. O depoimento foi marcado pelo presidente da comissão, Hugo Motta (PMDB-PB), para a próxima terça-feira (10).
Além de Barusco, a CPI convocou outros nomes de peso da Petrobrás para prestar depoimento: o diretor de Governança e Risco da Petrobras, João Adalberto Elek Junior, os ex-diretores da Área Internacional da Petrobras, Jorge Zelada e Nestor Cerveró, e o ex-diretor de Serviços da Petrobrás, Renato Duque, bem como os ex-presidentes Sérgio Gabrielli e Graça Foster. O empresário Júlio Faerman e o presidente da Sete Brasil, Luiz Eduardo Carneiro, também foram convocados.
A convocação de Graça Foster e Gabrielli, assim como a dos ex-diretores Paulo Roberto Costa e Renato Duque, foi contestada por alguns parlamentares, já que eles já haviam comparecido nas duas CPIs instaladas no ano passado, e não teriam muito o que acrescentar.
A convocação de Barusco, no entanto, foi vista como uma oportunidade para ser detalhado o esquema instalado na estatal, uma vez que, quando fez sua delação premiada à Justiça Federal do Paraná, as CPIs já haviam encerrado seus trabalhos. Para realização da audiência ainda será necessária autorização judicial.