Das três empresas estrangeiras que estavam interessadas pela disputa da privatização da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN3), uma russa, uma chinesa e uma norueguesa, apenas a russa Acron, estabeleceu uma proposta mais firme para a Petrobrás. Hoje (9), a companhia estatal anunciou que apenas a russa Acron apresentou uma proposta mais firme para a compra da unidade. Hoje (9), a Petrobrás informou que deu início nas negociações com exclusividade por um período de 90 dias, referente ao processo de venda de sua participação acionária na Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa) e de sua Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III). A Acron é uma empresa com foco na produção e comercialização de fertilizantes, com vendas em mais de 60 países. Em 2017, o volume de vendas atingiu mais de 7,3 milhões de toneladas, com receitas consolidadas de US$ 1,6 bilhão e EBITDA de US$ 511 milhões de acordo com o International Financial Reporting Standards (IFRS). A Acron é uma sociedade anônima de capital aberto, com ações negociadas na Bolsa de Valores de Moscou e de Londres.
A UFN3 está em construção no município de Três Lagoas e precisará do gás da Bolívia para sua operação. A Petrobrás já teve a autorização do TCU, que está validando a campanha de privatização de diversos ativos da estatal. A MSGás fornece a empresas de Três Lagoas, principalmente às fabricantes de celulose. A UFN 3 deverá utilizar 2,2 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Espera-se que até julho todo o processo de venda da fábrica esteja concluído e que, no início do segundo semestre, a obra seja reiniciada. A instalação da unidade parou dezembro de 2014, com 82% do plano físico concluído, após a estatal romper contrato com as empresas Sinopec e Galvão Engenharia, acusadas de não pagar fornecedores e prestadores de serviços de Três Lagoas, e que até hoje brigam na Justiça para receber. Além do gás, os empresários também buscam informações sobre a manutenção de incentivos fiscais concedidos à Petrobrás.