Um levantamento realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco) sobre o potencial de economia de energia no Brasil apontou que o país poderia poupar 52 mil GW/hora. Financeiramente, isso representaria uma economia de R$ 13,6 bilhões aos consumidores finais (indústria, comércio, serviço e residencial). Já no que cabe à movimentação financeira de mercado, são mais de R$ 30 bilhões.
Segundo o presidente da Abesco, Rodrigo Aguiar (foto), a economia apontada pelo estudo equivale em termos de demanda a 17 mil MW, ou seja, mais do que toda a carga nova proveniente de usinas hidrelétricas do ano passado, que somou o total de 14 mil MW. Os dados foram apresentados no “Fórum sobre Eficiência Energética e Geração Distribuída”, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), nesta quinta-feira (28).
“Acreditamos que a eficiência energética é um dos vetores para o equilíbrio do segmento energético brasileiro, que reduz custos, e o impacto ambiental, além de aumentar a produtividade”, afirmou.
A Abesco estima que apenas um em cada dez gestores industriais está disposto a implantar projetos e eficiência energética, enquanto os demais acreditam já terem feito as melhorias necessárias.
O Brasil está muito atrás das principais economias do mundo no quesito eficiência energética. No mesmo evento, a Abesco apresentou um ranking das 16 maiores economias do mundo do ponto de vista de eficiência energética, e o Brasil ficou na penúltiuma colocação, acima apenas do México. Os dados são de um relatório divulgado pelo Conselho Americano para uma Economia Eficiente de Energia (ACEEE, na sigla em inglês).