Os foguetes lançados da Faixa de Gaza pelo Hamas na manhã deste sábado foi um ataque sem precedentes no sul de Israel. Foram disparados milhares de projéteis contra o território israelense. Em resposta, Israel atacou alvos em Gaza. Segundo o serviço de emergências de Israel, há pelo menos 380 mortos e centenas de feridos. Esses números significariam o ataque mais letal ao solo israelense em anos. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu disse que o país estava em guerra. Essas foram suas primeiras palavras desde o início da ofensiva. Ele ordenou a convocação de reservistas e prometeu que o Hamas “pagará um preço que nunca conheceu antes”. Mas as consequências não serão apenas para o Hamas. Muito provavelmente o mercado do petróleo vai amanhecer na segunda-feira (9) muito nervoso com consequências severas para a economia internacional.
Analistas brasileiros estão em alerta em preveem “ nuvens negras no horizonte.” Tudo vai depender também do nível de reação que Israel irá tomar. Pelo histórico, o que se espera é que as reações sejam severas e exemplares, com sofrimento para muitas pessoas. O ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que ” Não acredita que afetará o mercado de petróleo se a guerra ficar restrita a esses atores. Quanto às consequências, depende da extensão e intensidade do conflito. O Mundo está complicado e falta liderança e governança.” Essa falta de liderança também foi apontada pelo economista Luiz
Barreto, de uma multinacional que atua no Brasil: “ O petróleo vai subir de novo. As consequências serão o oportunismo para quem ganha em cima de conflitos fomentados por uma ONU fraca e uma Europa sem liderança. Israel fará de tudo para retaliar e os árabes e os russos vão reagir. A perspectiva internacional é ruim.” O consultor e especialista Adriano Pires, que chegou a ser indicado para presidir a Petrobrás, disse que ” Provavelmente na segunda-feira o mercado abre com o petróleo em trajetória de elevação.” Já o professor e especialista Armando Cavanha, “ a depender do tipo de reação, tudo é possível. Tudo pode acontecer. Mas a ansiedade e instabilidade vão provocar aumentos nos preços.” O analista Felipe Rizzo, disse que “ o mercado sempre sofre. Precisamos ver as notícias e o posicionamento dos árabes. Para completar, a Rússia e a Arábia Saudita estavam cortando a produção deles. Prescisamos ver se as sanções contra Irã vau aumentar.” O que Israel diz é que o Irã financia e dá suporte ao Hamas. Um outro especialista em gás, disse que acredita que “ o conflito não se alastrará, esmo porque a Arábia Saudita e o Irã estão em constante conflito sobre a liderança na região e a Rússia às voltas com a guerra com a Ucrânia. Únicas coisas certas: a resposta de Israel será muitos pontos acima e só os radicais de ambos os lados se fortalecerão.”
O primeiro ministro Netanyahu ordenou que o exército limpasse as cidades infiltradas de militantes do Hamas que ainda estavam envolvidos em tiroteios com soldados. Vídeos postados nas redes sociais mostraram o que pareciam ser atiradores palestinos uniformizados dentro da cidade fronteiriça israelense de Sderot. Em outra filmagem, uma multidão de homens palestinos dançava ao redor e em cima de um tanque israelense em chamas. O líder da ala militar do Hamas, Mohammed Deif, anunciou o início do que ele chamou de “Operação Tempestade Al-Aqsa”. Deif gravou uma mensagem nas redes sociais onde ele disse “ Chega. Passou dos limites.” E conclamou os palestinos a participarem da luta. O Hamas disparou mais de 5 mil projéteis contra Israel. O exército israelense confirmou a infiltração em várias cidades do sul, perto da fronteira com a Faixa de Gaza, e ordenou que a população ficasse em casa: “O exército declara estado de alerta de guerra”, disse em um comunicado. “Na última hora, a organização terrorista Hamas iniciou o disparo maciço de projéteis da Faixa de Gaza para o território israelense, e os terroristas se infiltraram no território israelense em vários locais diferentes.”