Os atentados terroristas da última semana na França não mudaram os planos da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). A organização manteve o seu cronograma e realizou o encontro anual de ministros em Paris. Estiveram presentes representantes dos 29 países membros da IEA, além de 9 países associados e 30 executivos do setor energético.
O tema do encontro deste ano foi “Inovação para uma futura energia limpa e segura” e a responsabilidade de chairman do evento ficou com o secretário de Energia dos Estados Unidos, Ernest Moniz. Outro destaque do evento foi o diretor-executivo da IEA, Faith Birol (foto), que teve sua atuação elogiada pelos presentes por sua iniciativa de tornar a agência mais moderna e inclusiva.
“Nós sentimos que era necessário enviar uma mensagem poderosa de apoio – a França e ao mundo – especialmente com a aproximação da COP21, que contará com negociações sobre clima em menos de duas semanas”, disse o diretor da agência ao explicar a manutenção do evento após os ataques terroristas. A COP21 também será realizada em Paris, com a presença de diversos chefes de Estado.
Segundo Faith Birol, o processo de modernização da IEA passa por três pilares: abrir mais as portas da agência para economias emergentes, aumento dos mecanismos de garantia de segurança energética e transformar a agência em um centro global para tecnologias de energia limpa e eficiência energética.
As primeiras medidas na direção do que foi proposto pelo diretor já estão em prática. Na última semana, o México anunciou seu desejo de se juntar à IEA, além de China e Indonésia que querem se tornar países sócios da agência. O desejo de tornar a IEA um centro de referência de tecnologias energéticas também pode ser implementado, já que uma rede de seis mil especialistas do setor já está associada à agência.
O evento foi uma oportunidade para ministros e líderes da indústria se reunirem para discutir questões relacionadas ao futuro energético limpo e seguro para o mundo, em resposta à ameaça da mudança climática.