Parte de um gasoduto numa região afastada no leste explodiu na tarde do último sábado. As autoridades policiais e executivos da PDVSA, a estatal do petróleo Venezuelano, acreditam que a explosão foi causada por ataque. O gasoduto tem 36 polegadas e fornece gás natural para a planta de reinjeção de gás Pigap II no norte do estado de Monagas. A explosão obrigou a PDVSA a fechar temporariamente a planta para conter as chamas e avaliar os danos ao gasoduto. O ministro do Petróleo, Tareck El Aissami, fez um breve comunicado na televisão estatal e chamou o incidente de “ataque terrorista”, sem fornecer detalhes sobre quem foi o responsável ou sobre o impacto na usina e no oleoduto.
A Venezuela possui enormes reservas de petróleo e gás natural, mas viu a produção cair para níveis baixos em décadas nos últimos anos em meio a um colapso econômico nacional que reduziu o fluxo de caixa da PDVSA e levou a um êxodo de pessoal qualificado. No passado, as autoridades culparam as explosões em oleodutos e refinarias, bem como blecautes e outras falhas de infraestrutura, em ataques com o objetivo de sabotar a economia do país. Os críticos dizem que os incidentes se devem à falta crônica de manutenção, de investimento e má administração.