Um novo projeto de geração está no foco do governo de São Paulo. Após anunciar em abril um investimento de R$ 6 bilhões em duas termelétricas no Parque Térmico Pedreira, com cerca de 1,5 GW de potência, a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) busca agora viabilizar uma solução para o fornecimento de gás natural aos projetos. O abastecimento, que constitui hoje o principal obstáculo para a concretização do empreendimento, poderá ser feito com a importação de GNL.
A questão foi debatida nesta semana em um encontro entre o secretário de Energia e Mineração do Estado, João Carlos Meirelles (foto), e o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Paulo Pedrosa. Segundo os políticos, uma solução deve ser encontrada até o final deste ano, permitindo que as termelétricas participem de leilões de geração já em 2017.
O governo estima que o parque deverá consumir seis milhões de m³ de gás natural por dia. Para suprir essa demanda, a Emae avalia consolidar um projeto para importação de GNL, em medida que incluiria o uso de um navio regaseificador em Santos. A companhia também estuda incentivar uma empresa privada a construir um terminal de regaseificação nas proximidades do terminal de Santos.
As usinas, que ficarão localizadas no bairro de Pedreira, na capital paulista, serão construídas pela Emae em parceria com a AES Tietê e o consórcio Siemens/Gasen. O projeto deu seus primeiros passos no ano passado, com a realização de chamada pública que selecionou empresas interessadas no investimento.