Enquanto os impactos da crise pesam sobre novos projetos da indústria, os investimentos seguem crescendo no setor portuário. As obras de dragagem no canal de acesso ao Porto de Santos, o maior da América Latina, receberão um aporte total de R$ 369 milhões, em novo contrato assinado esta semana pela Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP). O projeto, que deverá garantir a manutenção na área externa do terminal, será operado pela EEL Infraestruturas, que planeja concluir o processo em três meses e posteriormente, por 40 dias, mobilizar as máquinas para executar a dragagem.
O acordo, assinado nesta quinta-feira (14) pelo ministro Helder Barbalho (foto), tem como objetivo conter o assoreamento natural dos canais de acesso, as bacias de evolução e os berços de atracação do porto, que acontece em ritmo progressivo. Dessa forma, será mantida a profundidade de 15 metros nos dois canais, o que, segundo Barbalho, “garante o acesso ao canal de navegação a todos os perfis de embarcação que ali operam”.
Além disso, ao diminuir os custos de frete e permanência dos navios no local, a preservação das condições de acesso pode garantir maior competitividade aos produtos nacionais, segundo a SEP. Quando um porto perde a profundidade de seus canais, as embarcações precisam reduzir suas cargas, gerando fretes relativos a espaços vazios. “Com estes investimentos, asseguramos a operação plena do porto e acenamos para os que estão investindo que devem continuar investindo porque estamos garantindo o ambiente adequado para que essas operações tenham pleno sucesso”, afirmou o ministro Barbalho.
Em março, o governo chegou a suspender o processo de contratação devido ao atraso na entrega dos documentos necessários por parte da EEL. A demora faria com o que as obras fossem executadas pela segunda colocada na licitação, a Van Oord Operações Marítimas, mas a situação já foi normalizada. A EEL venceu o contrato com uma proposta de R$ 369 milhões, valor inferior ao orçamento previsto pela SEP de R$ 373,9 milhões.