Um milhão de barris de petróleo diariamente. Esta é a previsão que a Petrobrás está fazendo na nova curva de produção. A informação é da própria presidente da empresa, Graça Foster, em evento realizado nesta segunda-feira para detalhar o plano de negócios para o período 2012-2016. Anteriormente, era projetada uma queda de 700 mil barris diários. A baixa eficiência da Bacia de Campos, de onde provém a maior parte do petróleo extraído no Brasil, é uma das principais causas da redução da curva para os próximos anos. Segundo Graça Foster, as metas de produção são realistas.
A meta de produção da Petrobras Biocombustível está mantida. O Plano de Negócios 2011-2015 da Petrobras, divulgado no ano passado, citava que a oferta de etanol da empresa alcançaria 5,6 milhões de metros cúbicos em 2015, uma expansão de 273% em relação à produção de 1,5 milhão de metros cúbicos de 2011. A unidade da Petrobrás, chamada de Pbio, e seus parceiros devem ter participação de mercado equivalente a 12% no mercado de etanol. No caso do mercado de biodiesel, essa participação deve ficar em 26%. Para isso, a companhia e as parceiras pretendem ampliar a oferta do combustível de 735 mil metros cúbicos em 2011 para 855 mil metros cúbicos em 2015. A companhia já defendeu a ampliação do uso de etanol na gasolina, o que reduziria a necessidade de importação desse combustível.
No novo orçamento da Petrobrás, US$ 90 bilhões vão para desenvolvimento da produção e US$ 25 bilhões para exploração, disse o Diretor de Exploração e Produção da estatal, José Formigli. Ele afirmou ainda que a empresa tem 19 novos projetos de produção de petróleo até 2016 e 38 projetos previstos até 2020. No curto prazo, entretanto, a companhia terá que lidar com atrasos nas entregas das sondas. Metade das 14 sondas esperadas pela Petrobras para este ano estão atrasadas, disse o diretor de Exploração e Produção. Já o diretor de Relações com Investidores da Petrobrás, Almir Barbassa, que também estava presente na coletiva aos jornalistas, afirmou que a empresa continuará lutando para ter a paridade de preços em relação ao mercado internacional no médio e no longo prazo.
Sobre o Comperj, Graça Foster, garantiu que a companhia só irá anunciar uma nova data para a conclusão da primeira fase do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) após um estudo profundo da situação do projeto. Segundo ela, o projeto passa por uma reavaliação. “As refinarias são fundamentais. Mas preciso saber quanto vai custar e o que já foi feito”, disse. A presidente ressaltou que nenhum projeto foi retirado do novo plano de negócios. Segundo ela, o que vem sendo feito é uma revisão mais realista para que se tenha o cronograma mais preciso do andamento das obras. Graça ressaltou ainda que as quarto refinarias em construção pela estatal atualmente são importantes para se atender ao crescimento da demanda por derivados.