Uma reviravolta no caso da exploração de petróleo no Algarve, na costa sul portuguesa, mas que não vai impdir a exloração de petróleo no mar de Portugal. O primeiro-ministro Antônio Costa(foto) garantiu que no caso de haver petróleo na Bacia do Alentejo e se decidirem avançar com a exploração de hidrocarbonetos, terá de ser feito previamente um estudo de impacto ambiental. A recente dispensa de estudo permitiu o início da prospeção para ver se tem petróleo. “ O país tem que saber quais são os recursos com que conta para poder decidir o que é que faz com os seus recursos, mas a decisão foi muito clara: se vier a haver exploração, tem de haver estudo de impacto ambiental”, declarou. Costa alertou para o fato de apesar do mundo caminhar cada vez mais rumo à descarbonização da economia e às energias renováveis, “ ainda estaremos durante muitos e muitos anos” dependentes do petróleo.
Em 16 de maio, no último dia do prazo previsto, a Agência Portuguêsa do Ambiente (APA) dispensou o estudo de impacto ambiental da prospeção de petróleo ao largo de Aljezur pelo consórcio Eni/Galp. O presidente da APA, Nuno Lacasta, justificou a decisão referindo que “não foram identificados impactos negativos significativos” na realização do furo de prospeção petrolífera. “ Há uma coisa que nós temos que ter noção: mesmo quando tivermos alcançado, em 2050, se tudo correr muito bem, uma fase de neutralidade carbônica, ainda assim, nós teremos que importar entre 10 a 15 milhões de barris por ano para continuar a satisfazer os abastecimentos”, justificou o primeiro-ministro. Segundo Antônio Costa, embora o governo tenha tomado medidas para que cada vez seja menos necessário o recurso ao petróleo, não se pode “ignorar que durante muitos e muitos anos o mundo vai continuar ainda a consumir petróleo e que Portugal paga uma fatura imensa ao estrangeiro por importar petróleo. O mínimo que podemos fazer é saber se temos ou não temos recursos, depois, pode decidir-se o que fazer”,
Antes da atividade de perfuração daquele que será o primeiro furo de pesquisa de hidrocarbonetos em Portugal, haverá um período de preparação com a duração aproximada de três meses. A prospecção deverá avançar entre setembro e outubro, na área offshore denominada Bacia do Alentejo, a 46 quilômetros de Aljezur. A fase de preparação decorrerá numa base logística, em Sines, situada a aproximadamente 88 quilómetros do local da sondagem. Enquanto isso, o governo enfrenta protestos cada vez mais fortes dos ambientalistas.