As perspectivas pessimistas acerca da retomada das obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) motivaram dez prefeitos do estado a promover um ato público, que será realizado na próxima segunda-feira (24), para pressionar o governo e a Petrobrás pelo reinício das operações na refinaria do complexo. Os políticos tomaram a decisão na última semana, em reunião do Consórcio Intermunicipal do Leste Fluminense (Conleste), e terão como objetivo trazer foco às atividades paralisadas na instalação, que já tem 82% de suas obras concluídas. O ato, aprovado unanimemente pelos presentes na reunião, acontecerá às 14 horas, em frente à sede da estatal no Rio de Janeiro.
Com o novo plano de negócios da companhia, a tendência é de que a retomada das operações no complexo seja posta de lado, ao menos por enquanto. A empresa vem buscando parcerias internacionais para concluir as obras, mas ainda não se compromete em definir prazos ou datas para a reativação das instalações. O prefeito de Itaboraí, Helil Cardozo (foto), debateu as perspectivas de retomada da construção em uma reunião nesta semana com o presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine, que reafirmou o posicionamento da estatal.
Reeleito como presidente do Conleste na semana passada, Cardozo explica que o objetivo da manifestação é sensibilizar o governo e a Petrobrás acerca da situação difícil por que passa o complexo industrial atualmente. De acordo com ele, é fundamental que ao menos a refinaria seja construída em meio ao descarte que tem sido dado ao Comperj como um todo.